20 de fevereiro de 2013
Sobre o amor? Amor é não querer desligar-se nunca do abraço. É sentir saudade todos os dias, inventar assunto pra não ter que desligar o telefone. É xingar. Rir de chorar. É alertar, preocupar. É dividir cobertor, espaço na cadeira ou um pedaço do sofá pequeno. É esquentar a mão, fazer cafuné, dormir no colo um do outro. Amor é saber esperar, esperar… É não saber se explicar. Sentir medo, ser cúmplice, ter coragem. É sair de casa no meio da noite e se encontrar escondido. É sonhar a semana toda com o fim de semana e o mesmo cheiro, o mesmo abraço, o mesmo beijo. É dar gargalhadas, colocar de castigo, estalar os dedos um do outro, mesmo sabendo que isso vai doer. É provocar, morder a bochecha e lamber o nariz. É fazer cara de nojo, pirraça, chantagem. É agradar. Não ter medidas. É não cansar. Não cansar da voz, do desespero, da rotina. É ter alguém, um amigo, uma fonte, uma força. É ter você. É ser a gente.
14 de fevereiro de 2013
Quote from Chuck and Blair
“Por favor não me prometa o mundo, não quero tudo isso, eu só quero atenção. Quero que note o novo corte de cabelo ou a cor que quase imperceptivelmente mudou. Diga diariamente o quanto me ama, diga várias vezes e não só com a boca, use os olhos e seu coração, use a alma pra me falar do seu amor. Lembre-me diariamente que sabe e pode me fazer feliz, relembre-me dos nossos primeiros encontros e de como você adorava rir ao telefone. Lembre-me do quanto eu amava seu sorriso ao telefone. Lembre-me o porque de nossos beijos se completarem e não se esqueça de dizer o quanto quer que isso nunca mude. Às vezes eu não vou merecer isso, mas tenha paciência e só aumente o tom de voz quando precisar cantar nossa canção pra que eu perceba que ela ainda faz sentido. Quando eu não merecer seu beijo me beije assim mesmo e não diga nada, eu vou saber interpretar seu silêncio e vou querer corrigir meu erro. Não deixe que outro alguém me dê ombro quando o ombro que me pertence é o seu e não deixe que ninguém seja mais meu amigo que você, não quero ter segredos com outra pessoa, entende isso? Se não houver mais planos e de alguma forma perder a graça, me diga isso e diga se quer recuperá-la, diga antes que seja tarde e eu farei por ti ainda mais que o que faço, qualquer coisa, um sonho doido, o que quer que seja pra que a mágica não se perca. Esteja atento a mim, mostre-me isso, se mostre aqui. Estou ligada em tudo que te cerca e a única coisa que pode evitar que isso mude é que você faça o mesmo por mim. Me ame de volta, com toda a atenção e carinho que também lhe dedico, me ame por inteira e permita que eu possa te amar também. Me ame de verdade e convença-me, todos os dias, que não fará sentido algum amar outro alguém.”
Está no jeito que se pede
Há mais ou menos três ou quatro anos, um livro que li afirmava em todas as suas letras percorridas: peça, acredite, agradeça. Ele descrevia, ao longo de aproximadamente 350 páginas, sobre a crença da lei de atração para tudo o que acontece em sua vida, totalmente livre de religiões. Tudo mesmo. Seja bom, ruim, mais ou menos, péssimo. Você “pediu”, recebeu, simples assim. Mas o problema sobre se apoderar desse “segredo” é o jeito que se usa. É óbvio que ninguém vai pedir ou desejar o mal para si mesmo, porém apenas diretamente. Indiretamente pensamos que talvez não vá dar certo, ou que não tem aptidão suficiente para tal tarefa, coragem para se aventurar em algo novo. Isso, o universo te escutou e não vai mesmo ter o que precisa. A lei da atração está envolvida em todas as coisas, em todos os seus pensamentos por mais que não queira controlar... Mas, está aí! Não tem como controlar os milhões de pensamentos que temos por minuto, mas se tentarmos apenas desejar coisas boas frequentemente e encarar o que vem pela frente, o universo vai te dar o empurrão que falta para realizar. Não adianta um pensamento bom sobreposto a cinco ruins. O universo leva tempo para te entender, você precisa ter paciência e bastante vontade para que realize. Sim, o segredo está inteiramente fundamentado no jeito que se pede. Não adiantou pedir ao mesmo tempo em que tive a má vontade de acreditar e reclamei antes mesmo de ver a chance de se tornar real. Acredito que dessa vez fiz diferente e vi a lei da atração acontecer. Pedi, por mais que fosse difícil, todos os dias, acreditei e me convenci de que seria verdadeiro. Seja com pensamentos ao acordar e dizer meu desejo, falar em voz alta mesmo para que não deixasse de crer sequer um segundo. Sinto que cada vez está mais próximo e nem por isso deixarei de acreditar. Agora, resta ser grata por todo esse presente vindo do universo. Grata do fundo da alma para que reconheça a força de algo superior te concedendo a dádiva. Então não desacredite, confie, alcance e agradeça sempre.
9 de fevereiro de 2013
Uma nova plantação
Começou como uma semente recém plantada nas terras mais inférteis e gastas pelo mau uso. Ninguém soube valorizar preciosas terras como aquelas. Se soubessem seu valor, arrependeriam-se a cada segundo pelos feitos. Terra nova, porém cansada, estava recebendo uma plantação de novo. Era a terceira naquele ano, porém feita na primavera. Um jardineiro, ainda desavisado sobre os possíveis danos e a perda de tempo que teria, resolveu se aventurar por ali e cultivar seus pequenos grãos na esperança de boa colheita. Cuidadosamente, a cada dia, o jardineiro levantava cedo, praticamente antes de ver o sol nascer, e junto a seus materiais de trabalho partia em caminhada para encontro das terras onde havia plantado. Aproximou-se e, com mãos macias e delicadas, adubou como se fizesse carinho em cada pedaço de chão que pisava. Cavava com a pá na finalidade de proporcionar ar fresco naquele local, regava como se cada gota d’água pudesse ser medida para atuar do jeito exato na plantação. Nada acontecia. Passaram-se alguns dias, o jardineiro cumpria a mesma rotina. Cavava ainda mais fundo com a pá, fertilizava, combatia pragas e pestes que prejudicassem sua pequena mudinha de algumas semanas. Como um presente vindo dos céus, o inesperado aconteceu: a plantinha dava os primeiros sinais de vida. Ela estava verdinha por ainda ser nova e era de uma espécie nunca vista na região. O jardineiro continuava seu trabalho, mas não vivia apenas a mercê daquela plantação e por um descuido, a planta foi inteiramente devastada por uma praga, não restando sequer um rastro de caule. Ao se deparar com a cena, o jardineiro coçou a cabeça como se buscasse alguma idéia e percebeu que não adiantava estar em outros canteiros, regando outras mudas se a que mais lhe interessava estava bem a sua frente. Foi então que recorreu novamente aos seus instrumentos de trabalho e refez tudo como na primeira vez, mas parece que a terra relutava em ser “mexida” de novo por aquele tipo de planta do mesmo jardineiro. Insistentemente, a segunda plantação foi iniciada no mesmo local, mas agora, com mais cuidado. Suas mãos macias tocavam a terra pedindo passagem para a plantação das sementes ao mesmo tempo em que pedia desculpas por ter descuidado dela. Os dias corriam e a planta mal reagia, mais dias e nada. Aquela terra já estava em conflito interno sobre deixar-se cultivar ou não. Pela experiência, o jardineiro reparou que ela precisava de cuidados especiais para que tivesse a esperança de colher lindos frutos no futuro. E foi assim, que de todas as formas, ele tentava dar o seu melhor pela sobrevivência dos grãos plantados. A terra ainda estava receosa pelo episódio anterior, mas aos poucos deixava nascer algumas sementes de modo tímido. O jardineiro prontamente fez questão de acompanhar o crescimento da plantinha de perto. Ninguém sabia explicar a mágica daquelas mãos ou qual foi o milagre. Depois de meses, a terra infértil estava com a plantação mais linda de todas, nunca antes admirada pelas redondezas. Suas raízes eram fincadas de modo a transparecer o quanto estava forte, porém sutil aos olhos. Era lindo de se ver. Tudo estava mais “colorido”, vivo, tinha cheiro e aspecto de novo, totalmente o oposto de antes. Qualquer um daquela região agora desejava possuir aquelas terras, mas ela pertencia ao jardineiro, era somente dele e ninguém mais poderia tirá-lo de lá. Sem saber, tornou-a a terra mais fértil na chegada do verão, resistente a mudanças bruscas das outras estações e principalmente protegida de todo e qualquer perigo que pudesse feri-la outra vez.
É complicado...
Complicado porque a parte mais difícil de controlar os sentimentos é fingir que nada aconteceu. Que não irritou, chateou, entristeceu, machucou. Por mais que você tente deixar "passar por um ouvido e sair pelo outro", palavras atingem. Atingem mais do que uma agressão física, seja de alguém da rua, da família, dos amigos. Sempre vai haver um momento desse tipo de estresse que você terá que aguentar firme e passar por aquilo como se não tivesse atingido. Não tem jeito: o segredo é respirar fundo, distrair, uma boa musica, procurar atalhos para que não se deixe mostrar abatido. E assim se leva ate quando der...
7 de fevereiro de 2013
SHINee - Lucifer
"I feel like I’ve become a clown trapped in a glass castle, I dance for you who will never be satisfied. You look into me openly, touching my brain, I think I’ve become a fool. I think I’m only getting more and more attracted to you…"
5 de fevereiro de 2013
Tati Bernardi
“Eu sou assim, eu vou sumir quando você menos esperar, eu vou surtar com você, vou querer que você sinta medo, orgulho, paixão, tesão, fome de mim. Eu vou ter as vontades mais loucas, eu vou sentir inveja até da sua sombra por estar perto de você de dia, e do seu travesseiro por estar com você a noite. Eu vou aparecer só pra você me perceber, eu vou sumir e aparecer milhões de vezes pra você me notar. Eu vou ter sede da sua atenção, eu vou querer o seu “mas eu te amo” quando eu disser “eu te odeio, e não quero mais te ver por aqui”, eu vou querer um beijo roubado no meio daquela briga, eu vou querer seus elogios quando o espelho estiver de mal comigo, eu vou querer sua sinceridade quando for necessário, e a sua doce mentira quando minha vaidade precisar, eu vou querer surpresas no meio do dia, ligações inesperadas, eu vou respirar você, eu vou amar você.”
4 de fevereiro de 2013
Arnaldo Jabor
"Na hora de cantar todo mundo enche o peito nas boates, nos bares, levanta os braços, sorri e dispara: “eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também”. No entanto, passado o efeito do whisky com energético e dos beijos descompromissados, os adeptos da geração “tribalista” se dirigem aos consultórios terapêuticos, ou alugam os ouvidos do amigo mais próximo e reclamam de solidão, ausência de interesse das pessoas, descaso e rejeição. A maioria não quer ser de ninguém, mas quer que alguém seja seu. Estes, desconhecem a delícia de assistir a um filme debaixo das cobertas num dia chuvoso comendo pipoca com chocolate quente, o prazer de dormir junto abraçado, roçando os pés sob as cobertas e a troca de cumplicidade, carinho e amor. Namorar é algo que vai muito além das cobranças. É cuidar do outro e ser cuidado por ela, é telefonar só para dizer bom dia, ter uma boa companhia para ir ao cinema de mãos dadas, ter alguém para fazer e receber cafuné, um colo para chorar, uma mão para enxugar lágrimas, enfim, é ter alguém para amar… Somos livres para optarmos! E ser livre não é beijar na boca e não ser de ninguém. É ter coragem, ser autêntico e se permitir viver um sentimento."
2 de fevereiro de 2013
Realmente não parece que será dessa vez, mas não sei a que ponto pode chegar para que finalmente toda essa carga passe por mim e me deixe livre, de novo. O quão “trágico” pode se tornar mais uma história? Não sei. Sou difícil de acreditar em um final feliz pra história que eu já vivi, revivi e cismo em repetir centenas de vezes que posso. Otimismo não é pra mim. E falo a verdade: não consigo me recordar da última coisa que desejei e fui otimista, esperando com toda a fé que aquilo acontecesse e, de fato, acontecer. Talvez eu nunca nem tenha tido toda essa esperança. E que se dane tudo mesmo, nunca fui pessoa de arriscar e pode ser que o destino está dando todos os tapas na cara que preciso pra ver se um dia paro de ser assim. Eu aprendi desde muito cedo que não podemos nutrir algo que no fim não nos dá frutos. Pra uns “a esperança é a última que morre”, e pra mim “a esperança é a primeira que mata”. Eu consigo ser mais otimista com os outros do que comigo mesma. Também ninguém sabe por quantas vezes remoí o mesmo problema, isso me tira todas as forças diariamente. É complicado se sentir assim de novo. Uma droga total. Eu já falei isso em outro texto, né? Adiantou? Eu falei que não adiantaria e olha quem volta aqui pra reclamar? Exato. Estou cansada disso. Falaram pra ser paciente, que tudo está dando certo aos poucos... Eu não consigo acreditar. Sou assim, todo o balde de água fria que a realidade tem, jogou em mim. E é isso. Às vezes eu só to aguardando o pior, mesmo que isso custe o mais caro de toda a quantia existente: a própria felicidade. Mas quem soube lidar com isso antes, pode lidar depois por mais que doa como de primeira. E essa é a porcaria de um texto que eu uso pra reafirmar que sou idiota, então chega por aqui.
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