14 de dezembro de 2013
Sobre o (meu) amor - Parte II
Sobre o amor? Não sei muito sobre o amor, não sou a pessoa mais adequada para descrever sobre ele já que não tenho experiência. Mas de uma pequena parte da qual possuo, sei que amor é de fonte inesgotável. Amor não tem como ser destruído, amor é renovável, transformável. Amor pode virar carinho, afeto, amizade ou ódio. Mas acabar, nunca. Amor diminui, cresce, é alimentado ou pode viver guardado por um bom tempo. Ele é singular e egoísta. Não aceita divisões. Amor quando nasce, pede pra tomar conta da maior parte do coração de quem se ama. Outros sentimentos também podem ser encontrados nesse meio, mas dentre as coisas ruins e boas, o amor acaba sendo sempre maior que tudo. O amor é plantado como semente, precisa de cuidados intensos e dedicação. E é isso, talvez de tanta necessidade de cuidados especiais para que nasça, o amor, com o passar dos anos, ainda é o sentimento mais lindo de todos. Ele cresce de gestos e palavras, pequenas e grandes atitudes, riscos e pessoas que estejam preparadas para compartilhá-lo. O melhor dele é isso: a mesma sintonia para que seja compartilhado por dois corações que, juntos, estão na mesma frequência. Acho mesmo que o amar signifique dois em um e que, todo gesto feito pensando no outro, seja a sua demonstração da forma mais pura. O amor feito de palavras é lembrar ao outro do que ele é feito para ser especial, é sussurrar no ouvido o “eu te amo” mais sincero, dizer o quanto se importa, dar aquela briguinha verbal básica pra mostrar “ei, eu me importo com nosso relacionamento! Se falo tanto, é porque quero melhorar e vê-lo durar.” Já o gestual, esse sim vai provar toda a verdade de suas palavras. Uma mensagem no início do dia, perguntar como ela dormiu, se acordou bem, como foi o dia, se precisa conversar. Abraçá-la sem pedir, ser gentil, nunca deixar faltar o carinho e um beijo inesperado, apertá-la tanto contra você pra que ela se sinta segura e perceba que você não pretende abandoná-la de jeito nenhum. Um carinho no cabelo durante o cinema, fazê-la encostar a cabeça e repousar no seu ombro, encher seu rosto de beijos, andar de mãos dadas, dividir os lanches do cinema, as fichas de um brinquedo, um suco da padaria, a sua vida. Nunca ter vergonha de mostrar pra quem quiser ver que ela é especial, única, a que deixou você entrar na vida dela e revirar tudo só pra dar um espacinho pra você no coração dela. Além disso, em hipótese alguma, machucar ou magoar a menina que mais te faz sorrir, que te faz sentir bem e a pessoa mais sortuda por ter o amor dela todinho pra você. Amar de verdade é sempre mostrar à ela como seu coração bate descompassado todas as vezes que ela deita no seu colo pra se sentir confortável, surpreender com pequenas coisas, ter criatividade pra nunca deixá-la entediada, mostrar que com mil motivos para não ficar ao lado dela, você encontra mil e um pra que ela nunca saia de sua vida, porque só de imaginar um dia sem ela, você poderia morrer por dentro. Dizer e fazer a teimosa acreditar que é linda e que você não encontraria ninguém melhor que ela pra namorar, mesmo com todos os ataques de nervosinho, as mini revoltinhas e o biquinho de nervosinha quando você faz alguma coisa errada. É saber as horas que ela está bem e quais está triste, quando precisa de você ou quando quer ficar sozinha, desvendar em cada feição o que ela sente mas não diz. Amar é isso e muito mais. Muito mais mesmo. Aprender e aperfeiçoar, tentar e errar, tentar mais uma vez e reconhecer o erro, por mais que o amor seja perfeito, ele é construído na imperfeição de duas pessoas que se amam. Dessas, a única perfeição é o dom de amar.
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